Ainore Boe egore: um estudo descritivo da língua bororo e by Nonato, Rafael Bezerra

By Nonato, Rafael Bezerra

Resumo: A língua bororo tem cerca de seven-hundred falantes, distribuídos em cinco aldeias na região de Rondonópolis, MT. O bororo é a última língua viva da família Bororo (as outras, de acordo com Kaufman (1994) eram o umutina, cujo último falante morreu recentemente, o otuké, e um suposto dialeto chamado bororo ocidental). Essa dissertação começa com uma breve introdução (seção 1) e um sumário das atividades realizadas em campo (seção 2). Em seguida, debruça-se sobre seus dois principais assuntos: na primeira parte (seção 3), é uma gramática descritiva da língua bororo e, na segunda (seção 4), propõe um modelo teórico com base nos dados da língua. Por último, inclui três apêndices: um léxico bororo-português (Apêndice 1), as sentenças elicitadas em trabalho de campo (Apêndice 2) e as narrativas coletadas em campo e analisadas (Apêndice 3). A gramática da seção three emprega sobretudo os termos provenientes da tradição gramatical que vem dos gregos. A simbologia da gramática de linha gerativa foi usada somente em alguns pontos que ela permitia apresentar de forma mais elegante e precisa. O modelo apresentado na segunda parte dessa dissertação se baseia na teoria delineada em Chomsky (2000, 2001). Dadas as evidências de que essa teoria não é capaz de explicar os fenômenos de caso, concordância e movimento da língua bororo, são propostas revisões que, em essência, resgatam à sintaxe o movimento dos núcleos verbais (o qual fora relegado ao componente fonológico em Chomsky 2001), ligando-o explicativamente aos fenômenos de caso e concordância e movimento de argumentos. Além de dar conta dos dados de uma língua ergativa ativa como bororo, esse modelo é estendido para outros sistemas de caso e concordância (ergativos e acusativos) e explica a Generalização de Holmberg

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Syntactic Aspects of Topic and Comment (Linguistik Aktuell Linguistics Today 38)

This name makes a speciality of the syntactic behaviour of argument noun words counting on their discourse prestige. the most language of attention is German, however it is proven that the observations will be carried over to different languages. The declare is that discourse-new arguments stay contained in the vice chairman the place they're base generated.

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3a ‘chegar’ reportativo V Agr V M M it ‘eu disse que cheguei’ (50) egore taregodüie e ako re tu aregodü ie 3p ‘dizer’ assert. 3a ‘chegar’ reportativo Agr V V M M Agr ‘eles disseram que chegaram’ Casos como o do verbo ako ‘dizer’ evidenciam uma generalização do processo de vozeamento da consoante de ataque da segunda sílaba de qualquer verbo que seja iniciado por vogal e que receba um prefixo de concordância não-nulo, processo o qual entraria em funcionamento mesmo sem uma violação da restrição fonológica 7/45.

3s tema 'que' plural] Auf V Agr P C Suf] [Agr M ‘os peixes que eu pesquei’ No caso de o nome não ser foneticamente realizado, o plural é obrigatoriamente marcado na oração relativa livre (cf. 63) no modificador nominal (cf. 64). (63) iwogure jiwüge i wogu re Ø ji wü ge 1s 'pescar' ass. 2 ; awü ge ;D Suf ; 'estes' Singular -dü Algumas palavras tem um significado plural ou coletivo e, para obter o seu singular, é necessário a adição do sufixo de singular –dü. (cf. 65). 3 Diminutivo -rogu A derivação de diminutivos é feita por meio do sufixo -rogu, regularmente empregado em todos os casos (cf.

A escolha é determinada lexicalmente. (32) ino in o 1s ‘coisa’ Agr N ‘minha coisa’ (33) ikie ik- ie 1s ‘nome’ Agr N ‘meu nome’ A uso do morfema de terceira pessoa do singular é idiossincrático. A escolha entre u e ∅ é determinada lexicalmente pelo núcleo concordante (cf. 34 e 35), mas é sempre u na concordância 40 entre os morfemas TNM e o sujeito transitivo ou inergativo, quando há (cf. 36) (lembre que, em certas circunstâncias, ela não é obrigatória). (34) aredü *(u)pagare aredü u paga 'mulher' 3s ‘esperar’ N Agr V ‘a mulher esperou’ (35) aredü (*u)padüre aredü ∅ padü 'mulher' 3s ‘deitar’ N Agr V ‘a mulher deitou’ (36) * imedü re karo kowuje imedü ∅ re ‘homem 3s assertivo N Agr M ‘o homem comeu o peixe’ Perceba que o fenômeno de não-concordância com sujeito transitivo ou inergativo tratado mais acima (cf.

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